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escolhas
cada dia que passa, tento me convencer que fiz a escolha certa. que todos os "desafios"que escolhi não teriam chance de acontecer onde eu estava. muita prova de paciência. é pra eu reagir e tentar salvar o "mundo"? ou a vida insiste em me mostrar que preciso ter mais calma, não me estressar tanto e levar as coisas mais na boa? várias vezes senti que meu stress foi exagerado. mas alguns funcionaram. então o que fazer? quero tentar melhorar o mundo. tenho esperanças. mas às vezes o desânimo, a vontade de sair correndo e mandar tudo por espaço fica maior. será que só a melancolia de uma segunda-feira?
Escrito por L. Maria às 13h47
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:>)
hoje de manhã eu quase cochilando no ônibus, de repente veio uma sensação, um instante. Um momento que senti um momento em que eu era criança. Um sensação boba e gostosa ao mesmo tempo. Alguns segundos que quando fui buscar nos meus pensamentos o que era se foi embora do mesmo jeito que veio. Abri os olhos, olhei o sol e me perguntei se chegarei aos 30 sem ter um enfarte antes. Lembrei do tempo em que meu stress era uma professora chata, uma decoreba mal resolvida, um trabalho para entregar na segunda-feira... Fiz a lembrança ser um sinal de que tudo vai dar certo. Que se conquista uma etapa de cada vez. Que se vive um dia de cada vez.
Voltei a usar as escadas. Uma meta de cada vez!!!!!
Escrito por L. Maria às 09h10
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então lá vai eu de novo e outra vez....
acho que é mais ou menos assim que o tal "senhor do anéis" escreveu no livo "O Hobit"... A minha fase da escrita passou, daqui a pouco volta.
Mas ainda estou viva, e melhorando!!!!
Felicidades a todos!!!!
Escrito por L. Maria às 17h52
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Espera
E a gente quer ir adiante, mas o boi não sai da frente. ......
Escrito por L. Maria às 11h43
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bbb. tb quero blogar sobre isto.
Nos últimos meses, resolvi fazer umas "pequenas" mudanças na minha vida. Alguns podem achar radical, exageradas e com um leve toque de anorexia. Mas eu acho que todas são pra melhorar a minha vida. Em novembro decidi que não ia mais tomar refrigerante. Tomei uns poucos goles até 31 de dezembro. Neste ano, ainda não tomei nenhum. Nenhum golhinho se quer. Estou zerada. :) Em janeiro, decidi que ia dar mais preferência as escadas do que ao elevador. Estou indo bem. Acho que matenho uns 85% da decisão (com os índices aumentando). Depois do carnaval, decidi que não ia mais (ou pelo não tanto) comer tanto chocolate, doce e açúcar. Troquei o açúcar por adoçante no cafezinho. Não foi uma mudança tããão ruim asssim. Dá pra tomar na boa até um pouco mais da metade, depois vai numa golada só pq fica meio horrível ainda. Também confesso que comi 2 bolachas de chocolate numa madrugada depois de um "cansaço" (pô peraí, tb ninguém é de ferro).
E como lá no Tal de Rio Vermelho, ainda não chegou a tecnologia da tv por assinatura e sky é muito caro. A gente acaba tendo que ver a globo. Confesso feliz da vida que até agora eu nunca me sentei ou me preparei na frente da tv pra ver um episódio. Mas além da globo e de todos os sites de informações/notícias te enfiarem "guela a baixo" o bbb, tenho meu queridos e bbbistas colegas de trabalho que AADDOORAAM BBB. Chegam a dizer que este é o melhor de todos. Até tem a desculpa que a gente tem que tá sempre atualizado, saber de tudo o que acontece... Mas eu fico pensando...
Se é pra ter que assitir a bbb, acho que prefiro ficar mais um pouco na idade da pedra.
ops.: esqueci de um detalhe. Mesmo só tendo a globo, estou descobrindo outros canais, gastando com filmes e dormindo ouvindo música....
Escrito por L. Maria às 18h57
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+ uma Lei de Murphy (pelos rabiscos de L. Maria).
Por que que quando a gente não tem nada pra fazer no serviço, a gente tb não tem nada pra fazer a internet? Parece que tudo perde a graça.
E qdo a gente tá cheia de job, tem sempre um site pra dar uma olhada, um e-mail pra responder, um texto pra botar no bolg, uma promoção pra conferir.... E claro. O chefe por perto.
Escrito por L. Maria às 10h30
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Meu 1º conto - Parte II
Ruan entrou na sala, pendurado no braço de Miranda, sorrindo com as brincadeiras de sua irmã do meio. Mal tinham passado a porta quando viu Rosinha. Estava do outro lado da sala, perto da mesa do bolo, se servindo de mais um copo de refrigerante. Ela estava tão linda. Toda vestida de rosa. Uma blusa de renda colada em seu corpo, revelando suas curvas tão elegantes. A saia caída toda em prega até a altura do joelho. Ruan se perguntou o que aconteceria se Rosinha encontrasse o Sr. Vento. Riu sozinho quando pensou nisso, e nesse exato instante ela se virou. Ruan virou a cara e no segundo depois viu que era besteira. Afinal de contas, o que havia de errado em demonstrar pra Rosinha que ele não era mais um menino bobinho. Que agora era um homem que saberia exatamente o que fazer. Ele olhou e sorriu. Ela retribuiu com sorriso encabulado mas encantador. Miranda fez-lhe voltar ao mundo real quando puxou-o pro lado. - Vem Ruan, vem que eu quero te mostrar pra Rosinha. ----------------------- - Rosinha, lembra do meu irmão mais velho, aquele chato que vivia enrolando os cabelos das nossas bonecas? Rosinha e Miranda tinham quase a mesma idade, e como eram vizinhas, cresceram juntas. Rosinha achava que Miranda nunca suspeitara de suas intenções com seu irmão, e gostava dela de verdade. Tinha Rosinha como irmã e família que nunca teve. - Claro que me lembro. Como vai Ruan, você está bem diferente agora!!? - É, o tempo passa depressa. Você também mudou muito... E continua cada dia mais linda era o que ele queria ter dito - Ruan, vou lá dentro que preciso falar com a mamãe. Você cuida direitinho da minha amiga, ok? Miranda saiu sorrindo, tinha acabado de confirmar suas suspeitas.Sabia que os olhares de Rosinha e Ruan não tinham mudado com os anos. ----------------------- -Você quer dar uma volta no jardim? Ruan perguntou. - Adoraria. Sorriu Rosinha. Saíram juntos, braços entrelaçados, corações pulsando e pernas bambas. - Mas me conta de você. Como foi a viagem? Como foi que você resolveu escrever? Quer continuar com histórias infantis? Aposto que vc teve muitas namoradas nesse tempo. Ruan se virou de frente para Rosinha. Pegou em suas mãos e disse. - Fiquei muito tempo longe. Quase 4 anos. Tenho muita coisa pra contar e lembrar pra mim mesmo. Mas tem uma coisa eu nunca esqueci e não irei esqecer jamais. E voltei porque sabia que deveria terminar o que havia começado. A lua acabara de sair de trás das nuvens... Ruan aproximou Rosinha para si. Inclinou seu rosto e beijou-lhe a face. Sussurrou no seu ouvido. - Eu esperei muito tempo pra isso. Rosinha sentiu um calor suave no seu ouvido. Uma maciez mexendo seus cabelos. Um puxão agradável na cintura e um beijo. Maravilhoso, longo, demorado e fascinante. ----------------------- - Ruan... - Shhh, não precisa dizer nada. E beijou-a novamente. E novamente. E novamente.
Escrito por L. Maria às 17h32
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Meu 1º conto
Escrito em 20.01.05
E lá estava ela. Minha mãe, com a sua velha mania de contar salgadinhos. Passava horas e horas meses antes de ter alguma festa, calculando, contando número de pessoas versus salgainhos. Eu podia adivinhar o que ela estava pensando agora.
- Se a tia Cleide e a D. Matilde vierem com os filhos, e cunhados.. deixa ver, 1+2+2+...
Sempre se preocupando com os filhos e se esquecendo dela... será que ela já notou as marcas do tempo?... Hoje ela está arrumada, comemorando o quinto aniversário do filho mais novo... Na hora do bolo vai ter a mesma história de todos os aniversário daqui de casa.
- Parece que foi ontem. Naquele dia chuvoso de setembro que comecei a sentir as contrações.. ops, setembro não... Setembro nasceu Miranda... João foi em abril... Parece que foi ontem, domingo, aquele veranico de abril... um tarde ensolarada.... Ruan e Miranda brincando de castelinho na areia... junto com Fabrício.. (daí começa o choro...) Graças à Deus que minha irmã, Vânia estava lá... senão fosse ela ter me acudido naquela hora, com certeza não estavámos reunidos aqui hoje pra comerar o quinto aniversário de joãozinho...
Às vezes fico me perguntando, até quantos anos ela irá contar as mesmas histórias??
Eu sempre saio pra rua nesse momento. Curiosamente, minha mãe, D. Maria, não consegue contar a minha história. 1º filho, uma expectativa, uma coisa inédita acontecendo.. Ela só conta que tava trabalhando, sentiu uma dor e quando se acordou, tava no hospital comigo mamando feito um gatinho faminto. Parece que a máquina com as fotos da barriga e do hospital, estragou e o filme queimou todinho.... Sou o único que não tem um "passado" registrado e decorado. Até minha adolescência, crucifiquei-me, perdi noites e noites de sono pensando: será que sou filho de D. Maria realmente??? Se não fosse o narizinho rebitado, e o mesmo sorriso... sinceramente teria dúvidas.
Mas lá estava ela, atrás da mesa do bolo mais meu irmão, minha irmã, primos, vó Neide e vó Francisca, vó Otávio e toda a parentada. Ô mulher guerreira esta D. Maria. Venceu o abandono de meu pai quando joãzinho tinha 2 meses, cirou Miranda como uma princesa, e fez seu filho primogênito um orgulho no colégio. Quando comecei o gosto pela escrita, imaginava um mundo perfeito. Um mundo onde uma família era feliz. Onde a mãe nunca chorava e sempre sorria. O pai por perto, sorrindo, brincando e amando seus filhos. Irmãos que brincavam como se fosse uma pessoa só.
Me culpei muitas vezes por meu pai ter indo embora. Achava que era porque tinha pego o seu corcel 74 e destruído todo o quintal de casa quando tinha 12 anos. 3 meses antes de Joãzinho nascer. Mamãe passou mal, teve um sangramento e foi para o hospital. Nunca mais esqueci a cena de sua saia nova florida comprada na lojinha da esquina.... Meu pai disse.
- Seu irresponsável, não entende o que você fez? Se acontecer alguma coisa com sua mãe, você vai ficar preso pra sempre dentro do quarto da garagem....
O quartinho da garagem. Uma peça montada em meio a tábuas, serrafos e latão amassados. Tinha 2m de frente por 1,5 de fundo. Ratos maiores que Chico (o nosso siamês) e o tio Kadu contou (depois de muita birita) que certa vez tinha visto uma velha sem uma perna andando e saindo de lá de dentro. Sempre me perguntei como ele tinha visto que a velha não tinha uma perna, se ela estava vestida com uma saia preta que ia até os pés. Ele dizia: - Cala a boca muleque. Você ainda não tem idade pra entender essas coisas. Vai lá então vai. Vai lá e me diz qual a cor da calcinha dela. E todo mundo saía rindo e debochando da minha cara.
Ela sempre chora na hora do sopro das velinhas. Ela é linda. Notei isso anos atrás. Mulher guerreira, simples, honesta e de coração do tamanho do mundo. Rosinha me olhou e sorriu quando disse.
- Tua mãe é uma pessoa maravilhosa. Queria ser filha dela. O único motivo que nunca chorei por isso, foi porque se fosse verdade, eu não poderia... E me beijou. Quarta-feira, 12 de fevereiro de 1984.
Rosinha agora tá uma mulher. Linda com curvas perfeitas. Cabelo ondulado, negro que vai até a ponta da cintura...
Se eu não tivesse saído correndo aquele dia.... como será que poderíamos estar??
A lua estava linda, senti um sopro no pescoço, era Miranda. Uma princesa, cabelo longo, loiro sempre em duas tranças que caem pelo ombro e vão até onde o olhos perdem a vista. - Vem Ruan, mamãe quer tirar uma foto com a familia reunida. Não é sempre que temos um escritor famoso e lindo dando sopa aqui em casa. Ah, a Rosinha me contou que vai te pedir um livro. E ela quer autografado.
Dessa vez, eu não saio correndo.
Escrito por L. Maria às 09h01
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2º conto - Parte III
A chegada
Roberta andava apressada.Sua cabeça fervilhava, tanta coisa ela pensava agora. Não sentia suas pernas, não via o mundo a sua volta.Seu foco era andar, andar, andar mais depresssa pra não chegar atrasada. 7:55. Ainda faltavam 5 minutos e mais 2 quarteirões. Não podia se dar ao luxo de andar devagar, mas tb não podia sair correndo feito uma louca desvairada. Não queria começar seu 1º dia como uma latinha de coca-cola recém saida do freezer. 7:58. Rua das Oliveiras, 59, 6º andar. É aqui.Entra no prédio, chama o elevador. 7:59. Em cima do laço.
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Maurício chega no 6º andar. Sala 601. Escritório de Advocacia Drª. Fernanda Neves Horário de Atendimento Segunda a sexta: 8:00 às 12:00 - 13:30 às 18:00
Não havia ninguém ainda. Maurício então começa a pensar. Meus Deus, o que eu fiz? Eu tenho que trabalhar, Vou chegar atrasado e o Sr. Espaguetti vai me encher o saco. Maurício ouve o elevador. Pim. Parada no 6º andar. As portas de abrem. Ela chega. Roberta sai do elevador. Olhos grudados no relógio. 8:01. Um minuto de atraso. Será que Drª., Fernanda já chegou?
Ela olha em direção a sua sala e fica paralisada. Não é possível!! O que ele está fazendo aqui?? Maurício fica feliz em ver a cara de surpresa da moça tão interessante que ele havia encontrado.
- Bom dia, meu nome é Maurício. Vc deixou cair este bilhete no ônibus, como ficava no meu caminho, achei que vc fosse precisar. Como vc se chama?
- Roberta leva alguns segundos pra poder raciocinar, ia abrir a boca pra dizer alguma coisa qdo a porta do elevador se abre de novo.
Drª Fernada acabara de chegar. Vendo o casal ele fala. - Bom dia, vc deve ser Roberta, minha nova secretária. Seja bem-vinda. Prazer, sou Fernanda. Roberta estende a mão em direção de sua chefe pra cumprimentar. Fernanda sente as mãos de Roberta geladas como uma pedra. - Bom dia, o prazer é meu. Roberta consegue por fim sussurrar.
- E vc é.... - Fernanda agora se vira pro moço de rosto delicado, loiro de cabelos revoltados caídos pelo ombro. Olhos azuis e uma boca tentadora. Um pouco jovem de mais pra ela... - Sou Maurício. Um amigo de Roberta. Só vim desejar-lhe boa sorte e entregar um bilhete que ela deixou cair no ônibus.
Fernanda nota que ele tem um papel na mão e que Roberta está paralisada. Sente melhor dar mais uns 5 minutos pros "pombinhos".
- Tudo bem. Eu já vou indo para a sala arrumar as minhas coisas. Daqui a uns minutos vc pode entrar e daí a gente coversa melhor. Ela olha para os dois, e eles parecem que acabaram de perder a língua. - Obrigado, - diz o gatinho por fim - Tenha um bom dia. Fernando entra na sala lembrando do seu tempo de adolescente...
- Roberta... desculpa eu vir assim sem avisar... mas achei que seria importante o bilhet... -Obrigada, ela interrompe. Desculpa.. eu tô um pouco nervosa, hoje é o meu 1º dia aqui, e este emprego é muito importante pra mim. Estou espererando por isso a meses.... Muito obrigada, mesmo. Ela estende a mão pra pegar o bilehte, já quase alcançando ele segura a sua mão com as duas. Ela sente seu calor, um carinho...
- Posso te pegar hoje a noite? Quem sabe a gente dá uma volta e toma um sorvete? Vc me conta como foi seu 1º dia? Ele foi tão lindo sorrindo e falando aquilo que Roberta estremeceu e se deixou levar. - Tudo bem. eu saio às 18h. - Ótimo. 18:00 estarei te esperando. Ele entrega o bilhete, dá uma piscadinha e entra no elevador. Mal as portas se fecham e ele começa a pular e sorrir. Olha para o relógio, 8:15, tinha que pegar mais um ônibus, o que faria com que chegasse 9:00 no trabalho. Chegaria atrasado e precisaria de mais uma desculpa pra poder sair 45 minutos antes... Pensava em adoentar sua avó de novo...
Roberta entra na sala feliz da vida. Seu nervosismo de estréia foi atropleado pela ansiedade de conhecer rmelhor aquele rapaz tão lindo e simpático que tinha chegado em sua vida de uma forma tão inesperada. Mas tinha certeza que não seria por acaso.
Escrito por L. Maria às 13h28
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2º conto - Parte II
O ônibus
Roberta estava pensativa. Olhava através da janela, carros, casas, postes passavam e ela nem se quer percebia. Sua mente estava distante. Seus pensamentos estavam longe, longe.... Há uma semana atrás.
Ela se lembra com uma inquietação no corpo, uma ansiedade... Estava apreensiva, sentada no banco da praça. esperando para saber se o resultado dos exames seriam positivos, quando o viu. Achou-o lindo, notou que ele sentira a sua presença, se sentiu encabulada, fez cara de menina-moça, ingênua, envergonhada... Parecia que ele tinha caído na sua conquista, se levantou e veio em sua direção...
Ela fecha os olhos, sem entender o porquê. Tinha achado-o tão lindo. Por que teria que ter acabado daquela maneira, ou melhor... nem começado....? Ela volta a si, percebe que ainda falta uns 10 minutos pra descer. Procura na bolsa seu espelho, quer estar bem arrumada pro seu primeiro dia no trabalho novo. Depois de tanto tempo à procura, tanta porta batendo na sua cara ela se sente poderosa. Pronta. Capaz. Sabe que tudo vai dar certo. Então o ônibus pára num ponto qualquer. Sobem e descem passageiros.
Alguém sobe sorrindo, cumprimentando motorista, cobrador, idosos... Isso chama a sua atenção. Ela olha, mas não acredita. É ele! O mesmo rapaz que encontrou na praça. Está passando na catraca.. Ela olha para os lados... Só há o banco ao seu lado, vago....
"Ai meu Deus, tomara que ele não me veja, passe reto, passe reto..." - Bom dia moça, posso me sentar? Ela levanta a cabeça, seus olhos se encontram. Ele faz uma cara de surpresa. - Peraí, esta daí não é a moça que ...?
- Pode. Diz em um sussurro. Ele senta. Ela vira a cara mais ainda pra janela, queria poder sair por ali mesmo. O coração querendo virar o rosto pra ele. Tentar conversar, se fazer de louca como se nada daquilo tivesse acontecido. A vergonha querendo fugir dali. Desaparecer. Enfiar a cabeça num buraco.
Ele cutuca o seu braço. - Moça... Era inevitável. Ela teria que virar e olhar de novo pra ele. - A sua bolsa está aberta. É melhor ter cuidado, alguém pode pegar alguma coisa, ou até mesmo você pode perder algo.
"Ou um passarinho pode cagar dentro da minha bolsa, não é mesmo?" Ela pensa consigo mesma e nota que ainda estava com espelho na mão, paralisado.
- Ah é, obrigada, tinha me esquecido. Ela levanta e desce três pontos antes do necessário. "Melhor sair antes que eu passe vergonha novamente."
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Ele fica pensativo e intrigado. De novo se encontrara com aquela moça e não conseguira mais do poucas palavras. Alguém pede licença, ele troca o lugar no banco. Senta onde segundos antes estava ela. Ele nota no chão um papel.
Rua das Oliveiras, 59, 6º andar. Segunda, 8h. No verso do bilhete. Clínica Médica Bem-Estar. Ligar sem falta às 15:20.
Ele levanta rápido, o ônibus está parado, no ponto certo. Oliveiras com Ramos. Ele sai quase correndo, não acredita que ainda possa encontra-lá de novo... Ele chega no endereço. Galeria Comercial Francisco Dias. Entra sem lembrar que precisa ir trabalhar, e quem pode se atrasar agora é ele.
Escrito por L. Maria às 12h03
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2º conto - Parte I
A praça
Então, o amor estava no ar. Ela, sentada no banco da praça, esperando passar o tempo até chegar a hora da sua consulta. Ele, lagarteando até a hora do ônibus. Ela virou o rosto, em busca de algo que despertasse o seu interesse para passar o tempo. Ele, em busca de algum rosto feminino agradável pra fletar. Os olhos se cruzaram. Ela paralizou, sentiu a coração parar e seguir acelerado, o pescoço virar cimento. Ele envergonhou-se. - Mas o que ser...?? Ela já não lembrava mais da consulta, todo o seu mundo girava em torno de 15 passos a sua frente. Ele olhava para os lados, sem compreender, precisava tomar uma atitude, aquilo não poder... não merec... Ele decidiu e levantou. Ela conseguiu baixar a cabeça, ajeitou a sombrancelha, procurou um batom, mas era tarde demais... Ele já havia chegado. - Moça?! Ela levanta a cabeça, parece estar sonhando, seu princípe encantado, por quem esperou seus longos 17 anos inteiros, ali a sua frente. Lindo, sorrindo e querendo falar com ela... - Pois não? - É..., eu posso.. lhe dizer um coisa?
Sim. Ela pensava. Sim, Sim. SIIIIMMMM.. Eu aceito. Sim. Ilha deserta. Lua de Mel. SIM. - Claro, o que há? (um charminho saindo..) - É que... bom.. eu não sei.... Ele sem jeito, aproxima-se do ouvido dela. Ela segura o coração antes que ele salte pela boca, sente o seu perfume, fecha os olhos, os lábios entre abertos esperando...
Ele diz. - É que.. eu acho que um passarinho cagou na sua cabeça. Tem uma meleca branca escorrendo pelo seu cabelo.
Escrito por L. Maria às 12h01
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O Tarado da Copa
Não dava mais para lutar. Os olhos já não conseguiam se reerguer. A cabeça pendia do pescoço a cada 30 segundos. Concluí.
- Puta, tô com sono. Vou ter que tomar um café. Me dirijo em direção a cozinha. Ops, a porta tá trancada. Um casal solta risinhos lá dentro. A porta foi aberta. Uma voz masculina rindo diz: - Pode entrar Lauren.
- Não obrigada, podem ficar a vontade, eu venho mais tarde.
Matei o sono com uma lavada de água fria na cara. Eu hein? Nunca mais tomo café sozinha na cozinha.
Escrito por L. Maria às 18h01
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Escrever - 1º Encontro
Um dia eu botei na minha cabeça que eu não sabia português. Me intitulei de burra, e daí nunca mais quis escrever. Tinha um certo medo, uma apreensão qdo ouvia a palavra "redação". Já começava a travar. Qdo apredi com se fazia uma dissertação (não lembro se é assim ) na escola, até fiquei contente. Parecia fácil.
No 1º parágrafo, se faz uma introdução, no 2º e/ou 3º, um ponto a favor outro contra do assunto, ou os dois a favor ou contra, e no fim, uma conclusão. Não lembro se teoricamente tinha que ser a nossa opinião. Nunca rodei em português (pelo que me lebro nao muito feio..), mas fiquei sem estímulo pela matéira. Lembro-me (lembrei que não se começa com pronome oblíquo uma frase, ou algo parecido, não é mesmo?) que na 5ª série, eu tinha um caderno só de poesias.
Por quê? Porque minha professora incentivava todo mundo a escrever, e eu cdf que era, não podia ficar pra trás.
Por que parei então? Um pouco foi pq botei na cabeça que não sabia escrever e entender o português. Mas hoje, resolvi escrever. Mesmo que com erro, com ou sem concordância certa ou correta. Não tô nem aí. Cada dia eu quero uma coisa. Um dia, quero fazer croche, outro desenhar, outro mudar de profissão,... e hoje, quis escrever.
Acho que tudo vale a pena pra ajudar a passar o tempo, pra fugir do stress. Chega de ficar olhando besteira na internet ao mei-dia, vamos fazer algo de útil depois do almoço. Um dia eu desenho, outro converso com os amigos, outro pago as contas e outro eu escrevo....
Já passei a manhã inteira com os dedinhos coçando, mas tenho muita coisa pra fazer hoje, nao vai dar pra ficar "brincando" todo o dia. mas outro dia eu volto. Já tô ficando de olho nuns caderninhos bem de criança, cheio de bichinho, florzinha, bonequinha e fru-fru pra me incentivar.
Me aguardem. :) Lauren
17-01-04
Escrito por L. Maria às 14h22
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